Monitoramento Sismográfico de cavernas

Monitoramento Sismográfico de Cavernas (Cavidades)

O Monitoramento Sismográfico de cavidades (cavernas e grutas) é um tópico muito interesse no âmbito das ações preventivas daqueles que convivem diariamente com as atividades de desmonte de rochas por explosivos. É que o monitoramento sismográfico propicia uma melhor compreensão do comportamento da vibração no terreno.

No artigo de hoje, vamos dar algumas pinceladas em alguns aspectos muito interessantes sobre o monitoramento sismográfico relativo a cavidades. Aqui na nossa página você encontra outras informações sobre os nossos serviços – temos mais de dez anos de atuação no setor de desmonte de rochas por explosivos.

Em uma Licença Ambiental de Operação Corretiva (LAOC), por exemplo, pode ser fixada uma condicionante atrelada a requisitos estipulados por um órgão ambiental de tal sorte que um dado empreendimento não tenha as suas operações paralisadas. Essa é, inclusive, uma forma de se evitar multas e sanções administrativas. Inclusive, a sismografia aplicada à proteção do patrimônio espeleológico, pode constar em um Termo de Ajustamento de Conduta (conhecido popularmente como TAC).

O monitoramento tem por finalidade garantir a integridade física das cavidades.

Sob o enfoque de proteção da integridade física de cavidades, vibrações sísmicas decorrentes das atividades operacionais devem ser analisadas a partir de três dimensões principais:

  • (i) fonte emissora;
  • ii) propagação das ondas sísmicas pelo terreno;
  • (iii) receptor das ondas sísmicas, no caso, cavidades.

A depender da intensidade da vibração gerada, da periodicidade de ocorrência e, notadamente, da distância com relação ao alvo receptor (cavidades), uma dada atividade pode ser considerada crítica no tocante à emissão de vibração e, se não adequadamente monitorada e controlada, pode vir a exercer interferência na estrutura de uma cavidade existente no entorno.

Monitoramento Sismográfico de Cavidades

Como já explicado aqui em nossa página, as operações de desmonte de rochas abrangem os chamados efeitos secundários – como vibrações e ruídos. Nesse sentido, a detonação de explosivos próximas às cavidades enseja o monitoramento das vibrações de modo a prevenir danos às estruturas cavernícolas.

Logo, é fundamental definir o critério de segurança da caverna alvo do estudo. Em engenharia de desmonte de rochas, esse parâmetro é o limite máximo de vibração – denominada velocidade de pico da partícula (PPV).

A ICMBIO (2016), para atividades emissoras de vibração de caráter intermitente, recomenda o nível de vibração (PPV) igual a 5,0 mm/s como critério de segurança preliminar. Já a NBR 9653:2018 (Guia para avaliação dos efeitos provocados pelo uso de explosivos nas minerações em áreas urbanas), traz o limite de 15,0 mm/s para baixas frequências (critério de segurança estrutural preliminar para cavidades). De qualquer forma, é imprescindível identificar a formação geomecânica e geotécnica das descontinuidades presentes nas cavidades, para que se estabeleça um limite máximo da velocidade de vibração, evitando-se assim, o colapso das grutas, ou elementos de interesse histórico (estalactites e estalagmites). Regiões da caverna sujeitas a níveis elevados de vibração em baixa frequência, e/ou partes da caverna caracterizadas por maior fragilidade, tais como regiões de existência de espeleotemas frágeis ou de locais de ocorrência de dolinas, tendem a ser mais vulneráveis aos efeitos ocasionados pela vibração em suas estruturas.

Propõe-se o nível de 3,0 mm/s como critério de segurança preliminar a cavernas de relevância máxima sujeitas a atividades emissoras de vibração transiente (curta duração). De maneira similar, propõe-se o nível de 2,5 mm/s como critério de segurança preliminar a cavernas de relevância máxima sujeitas a atividades emissoras de vibração contínua (longa duração).

espeleológico explosivos
Fluxograma de controle das emissões sísmicas decorrente de atividade de desmonte de rocha com uso de
explosivos. Fonte: ICMBIO.

É importante destacar que as decisões tomadas na fase pré-operacional do monitoramento como, por exemplo, locais de medição e o próprio parâmetro mencionado acima podem sofrer modificações em função da harmonização de elementos da fase de projeto conceitual e os da fase de operação do projeto.

A Valmon Engenharia realiza os monitoramentos. Para entrar em contato conosco encaminhe uma mensagem para contato@valmonengenharia.com.br ou [clique aqui]. Responderemos assim que possível.

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