derrocagem subquática

Derrocagem subquática: aspectos econômico-sociais

Em artigo anterior no blog da Valmon Engenharia, falamos sobre o conceito de derrocagem e informações básicas acerca da operação. Sugerimos que você leia o texto Derrocagem: o que é derrocagem, definição e conceitos para melhor se informar.

Nesse texto, daremos continuidade ao assunto detonação subaquática. No livro I – A Riqueza das Nações de Adam Smith é possível encontramos:

Uma carroça de rodas largas, servida por dois homens e puxada por oito cavalos, leva aproximadamente seis semanas para transportar de Londres a Edimburgo — ida e volta — mais ou menos 4 toneladas de mercadoria. Mais ou menos no mesmo tempo um barco ou navio tripulado por seis ou oito homens, e navegando entre os portos de Londres e Leith, muitas vezes transporta— ida e volta — 200 toneladas de mercadoria. Portanto, seis ou oito homens, por transporte aquático, podem levar e trazer, no mesmo tempo, a mesma quantidade de mercadoria entre Londres e Edimburgo que cinqüenta carroças de rodas largas, servidas por 100 homens e puxadas por 400 cavalos. Para 200 toneladas de mercadorias, portanto, transportadas por terra de Londres para Edimburgo, é necessário pagar a manutenção de 100 homens durante três semanas, e o desgaste e a mobilização de 400 cavalos, mais o de 50 carroças de rodas largas. Ao contrário, essa mesma quantidade de mercadorias, se transportada por hidrovia, será onerada apenas pela manutenção de 6 ou 8 homens, e pelo desgaste e movimentação de um navio ou barco com carga de 200 toneladas, além do valor do risco maior, ou seja, a diferença de seguro entre esses dois sistemas de transporte.

Não é preciso ser nenhum gênio para aduzir o potencial econômico em termos de logística gerado pelo modal hidroviário.

Tendo em vista a tendência em âmbito mundial pelo emprego de grandes navios na busca por eficiência e competitividade, surge, então, a necessidade de adequações para aprimoramento da segurança de embarcações e comboios que trafegam em um dado local.

Porto de Santos (SP)
Derrocagem e importância econômica-social: uso de explosivos no Porto de Santos em 2011.

Isto ocorre já que a infraestrutura de um porto com instalações desfavoráveis, composta de restrições como a profundidade limitada do leito, acaba por exigir das partes detentoras de embarcações, estratégias compensatórias de médio prazo. Entretanto, tais medidas revelam-se incapazes na tentativa de sanar estes obstáculos de maneira definitiva. Alguns exemplos destas medidas atenuantes são: transporte de cargas menores mesmo que em navios grandes para evitar encalhe, transporte feito entre portos diferentes para evitar redução do volume de carga transportada e aumento do número de embarcações menores para lidar com a crescente demanda pelo transporte de cargas.

Dessa forma, a tendência no uso de embarcações maiores é imperiosa, a julgar pelo elevado custo operacional imposto aos importadores e exportadores em face do cenário adverso, o que, por fim, atinge até mesmo consumidores.

Tais ajustes na infraestrutura proporcionam, principalmente, segurança às manobras executadas pelas grandes embarcações, visando permitir o tráfego de navios com calado maior.

Muito comum em obras para melhoramento de complexos portuários, o método denominado derrocagem subquática ou derrocamento, trata-se de obra para remoção de formações rochosas no fundo de corpos d’água com o propósito de desobstruir uma faixa navegável.  Quando feito o uso de material explosivo, consiste na detonação de cargas explosivas carregadas em furos no substratum, abaixo da lâmina d’água.

Tecnicamente, as operações de derrocamento subaquático podem ser realizadas objetivando, dentre outras finalidades:

  • Desobstrução e alargamento da faixa navegável de um canal;
  • Ampliação de cais de atracação para acomodação de navios maiores;
  • Aprofundamento do leito marinho em berços bem como na bacia de manobra;

Quer ver mais fotos envolvendo derrocagem subaquática? As fotos desse texto e outras podem ser acessadas clicando aqui.

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